Perda Óssea: Por Que Aumentar O Consumo de Proteínas Pode Ser A Solução?

Ao se falar em perda óssea, será que um maior consumo de proteínas é prejudicial ou benéfico?

A redistribuição do consumo de proteínas em uma dieta pode ser uma estratégia interessante na prescrição dietética feita por nutricionistas. Principalmente para pessoas que querem perder peso ou potencializar o ganho de massa muscular. Dietas consideradas hiperproteicas (30% do Valor energético total ou acima de 1,2g/kg de peso corporal/dia) podem auxiliar nesses objetivos, principalmente em pessoas idosas ou praticantes de exercícios físicos.

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No entanto, existem autores que questionam se o aumento do aporte proteico poderia trazer malefícios para os ossos (maior perda óssea) devido a sobrecarga absortiva. Além de aumento da acidose ou redução da biodisponibilidade e interação entre minerais associados ao metabolismo de cálcio e densidade mineral óssea.

Pois bem, um levantamento da literatura demonstrou que, ao contrário do que muitos dizem, esse maior consumo de proteínas pode ajudar a preservação da massa óssea e consequente diminuição da perda óssea. Devido a uma possível estimulação hormonal de IGF-1. Que é um potente contribuidor do anabolismo ósseo e potencializador da absorção intestinal de cálcio.

Além disso, o aumento da acidose provocada pelo maior consumo de proteínas tem um efeito mínimo na reabsorção de cálcio em pessoas adultas com função renal normal.

Os autores sugerem que dietas com maior quantidade de proteínas (peça para o nutricionista lhe avaliar) e podendo ser associadas a fontes alimentares lácteas, podem ajudar a reduzir a perda de massa óssea ao longo de programas de emagrecimento. Principalmente para pessoas com maior risco de osteoporose e fraturas ósseas.

Referência:

Tang M et al. Diet-induced weight loss: the effect of dietary protein on bone. J Acad Nutr Diet. 2014 Jan;114(1):72-85.

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