Os Idosos Devem Ingerir Mais Proteína?

Os idosos (+ de 60 anos) experimentam mudanças relacionadas à idade no corpo, principalmente no que tange a modificação da composição corporal, cujo fenótipo quase sempre se faz  pelo aumento da massa corporal, com predomínio de massa adiposa ( maior percentual de gordura, principalmente visceral) diminuição da massa magra, o que inclui tecido muscular esquelético ( que reduzido implica na piora do metabolismo e liberação hormonal, aumento da inflamação e estresse oxidativo, redução da capacidade de geração de força e resistência muscular, o que reduz capacidade funcional e consequentemente qualidade de vida).

 Leia também:

Praticar Corrida É o Segredo para a Longevidade

Perda de Massa Muscular É Uma Doença?

O Exercício Físico Pode Melhorar a sua Capacidade Cognitiva?

Essa perda de massa muscular esquelética, relacionada a idade (sarcopenia) , é associada também a mobilidade reduzida e aumento do risco de morbidade, reduzindo ainda mais a qualidade de vida dos idosos. O consumo proteico é um dos agentes nutricionais capazes de intermediar as reações de síntese de proteínas miofibrilares. Sua necessidade diária está relacionada a diversos fatores (massa corporal, nível de atividade física, especificidade da atividade, entre outros).

As diretrizes relacionadas ao consumo de proteínas, atualmente tem sugerido que a idade avançada mostra-se uma variável importante no sentido de incentivar consultas dietéticas voltadas ao aumento da quantidade de proteína diária ingerida, ou seja, dietas hiperproteicas podem ser uma boa ferramenta nutricional para a melhora dos desfechos relacionados a redução da massa muscular, característica comum nessa população (Lembre-se que a musculação é a outra conduta incentivada para essa população!). Mas o que a literatura considera como hiperproteica para os idosos? Um aumento de 25% das recomendações diárias para pessoas que não realizam atividade física, ou seja, passar de 0,8g de prot por kg de peso corporal para 1g/kg. Caso trate-se de um indivíduo ativo, o acréscimo deve seguir as recomendações para treinados.

 Referência:

Kim JE et al. Effects of dietary protein intake on body composition changes after weight loss in older adults: a systematic review and meta-analysis. Nutr Rev. 2016 Mar;74(3):210-24.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *