Jejum Intermitente É Efetivo para O Emagrecimento?

Aumentar o tempo de jejum intermitente: período sem se alimentar, podendo variar de 8-16 horas. Entre as refeições ou após consumir refeições que supram a necessidade dietética diária é uma prática que tem sugerido melhorar diversos parâmetros bioquímicos e fisiológicos. Tais quais os níveis de colesterol: redução de LDL, aumento de HDL. Além de diminuição de triglicérides, melhora da sinalização hormonal e resposta metabólica: cortisol, insulina, tiroxina, etc. E ainda proporcionar redução da massa adiposa e peso corporal e em determinadas situações, ganho de massa muscular. 

Entretanto, é importante e necessário que haja, antes da utilização dessa estratégia, a realização da adequação e estratificação nutricional das necessidades diárias por um especialista. Além disso, o profissional avaliará as particularidades fisiológicas e comportamentais do indivíduo a fim de elaborar o planejamento e acompanhamento dietético adequado. 

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Voltando, diante, dessa perspectiva estudos que avaliaram essa “nova” velha milenar prática, tenderam a considerar a “nova velha prática” como clinicamente benéfica. Principalmente no ponto de vista de prevenção de doenças cardiometabólicas, neurodegeneração e alguns cânceres. Entretanto, a maioria dos estudos foram resultados de ensaios realizados com modelo animal. Os estudos que o fizeram em humanos ainda carecem de rigor metodológico e científico. Além do esclarecimento dos aspectos que possam contra-indicar essa estratégia: indivíduos que nunca realizaram dietas restritivas como a lowcarb e cetogênicas ou que apresentem disfunções hormonais como hipercortisolismo ou diabetes melitus. Para que de fato a comunidade científica consolide essa prática.

Corroborando, ao supracitado, uma recente meta análise publicada no American Journal of Clinical Nutrition, filtrou e avaliou somente ensaios clínicos e randomizados. Eles concluíram que apenas 3 ensaios foram identificados, embora os resultados foram promissores no que tange a melhora de parâmetros metabólicos, a ausência de estudos randomizados controlados, sugere cautela dos resultados. E também necessidade de desenvolvimento de estudos com maior rigor metodológico.

A prática regular de exercício físico é sempre bem-vinda. Sob essas condições também pode ser realizada, Principalmente a musculação! Entretanto é importante que o profissional de educação física esteja em sintonia com o nutricionista. Que acompanha o individuo engajado nessa prática, para garantir a eficácia e segurança da intervenção.

Referência:

Horne BD et al. Health effects of intermittent fasting: hormesis or harm? A systematic review. Am J Clin Nutr doi: 10.3945/ajcn.115.109553.

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