Consumo de Vinagre e Diminuição da Glicemia

Popularmente, algumas pessoas ingerem vinagre pensando em várias crenças, por exemplo, é propagado emagrecimento com o uso, melhora da digestão e qualidade da pele. Existindo até mesmo dietas de vinagre por aí. De cara podemos ver que existe um sensacionalismo por trás; mas, e se eu te falar que para controle da glicemia pode ser interessante?!!

Pois bem, pesquisadores há um bom tempo: pelo menos antes de 1995! Encontraram que o ácido acético promove a diminuição da glicemia em ratos. Então, a partir de 1995 começou a surgirem estudos agudos em humanos. Estes estudos basearam em testes, os quais normalmente foram compostos por um teste bem usual. O teste oral de tolerância à glicose ou similares através de refeições ricas em carboidratos.

O teste oral de tolerância à glicose (TOTG) abrange coletas da glicemia durante 2 horas. Em que se fornece 75 g de dextrose via oral em jejum com um pouco de água no início, sendo muito utilizado para analisar o quadro de diabetes. Testes similares utilizados, foram, por exemplo, algum tipo de pão branco, às vezes até cozido. Assim fornecendo maior biodisponibilidade de amido; às vezes empregaram testes com refeições mais usuais, como pão recheado com presunto e queijo, suco de laranja e barra de cereal.

Enfim, para analisar o uso do vinagre agudamente, teve estas sobrecargas com carboidratos. A ingestão do vinagre às vezes ocorreu embebecendo o pão, ou junto com queijo etc. Nada muito usual, não é verdade? Mas teve estudo que analisou o vinagre junto com azeite de oliva e salada de alface antes do teste de sobrecarga de glicose. Logo, algo totalmente mais viável para adesão do cotidiano.

Posto isso, é mostrado que agudamente o uso do vinagre, por volta de 20-30 ml exibe tal potencial de redução glicêmica agudamente, desde em indivíduos saudáveis a diabéticos do tipo 2. Todavia, não se sabe (via estudos) se o consumo crônico de vinagre pode dar algum colateral, digamos, por exemplo, maior irritação gástrica em uma pessoa com problemas gástricos; logo, deve-se atentar a isso.

Mas, qual seria o mecanismo do vinagre para redução da glicemia? Como citei no início, a substância impactante parece ser o ácido acético, o qual corresponde por vota de 6% do volume do vinagre, ou seja, a cada 10 g de vinagre temos 0,6 g de ácido acético, e, isoladamente, é mostrado que a dose eficiente em humanos do ácido acético é por volta de 1,8 g, por isso dos 20-30 ml de vinagre. Muitos pensam que o vinagre inibe a absorção de amido via intestino delgado, porém, “recentemente” (2015), pesquisadores descobriram que a ingestão oral de vinagre em resposta a um teste de sobrecarga de carboidratos aumenta a captação muscular de glicose; mas, como mediram isso? Não é muito simples, selecionaram os participantes e analisaram a diferença glicêmica arteriovenosa, utilizando cateter neles.

Contudo, o uso do vinagre pode ser aquele clássico de maçã, pois é totalmente viável à população (e foi analisado em alguns estudos também), sendo bem barato e um bom tempero para saladas crudívoras (crua). E aí? Já pensou em utilizar vinagre como hábito?

Além dos benefícios glicêmicos do vinagre, se adicionado a saladas, o benefício ao organismo é bem melhor, afinal, consequentemente está ingerindo mais fibras, vitaminas e minerais. Um grande exemplo é o clássico vinagrete de tomate, que tal, principiante os homens utilizarem essa combinação com mais frequência?!

E, se tratando de tomate, popularmente se fala bastante da função do licopeno na prevenção do câncer de próstata; na verdade câncer é bem delicado a se falar, mas uma boa dose de licopeno provindo do tomate se encontra em 3 unidades daquele vermelhinho e, adicionando ao azeite, melhora a biodisponibilidade do licopeno, além dos benefícios do azeite à saúde cardiovascular. Está aí uma boa ideia, uma salada de tomate, vinagre e azeite de oliva; claro, não se prendendo a esta opção, assim empregando maior variedades de vegetais.

Heitor Oliveira.
Adaptado do texto original do seguinte link, o qual descreve mais dados e deixa explícito referências bibliográficas:

https://www.facebook.com/nutritionortomolecularefitoterapia/photos/a.380773138747982.1073741829.380569298768366/718058325019460/?type=3&theater

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