Transplante de Cocô Pode Melhorar o Metabolismo?

Você não leu errado! “Putz, que m..”, você deve estar pensando. Bom, de fato esse literalmente é o assunto do post de hoje.

A microbiota intestinal tem sido considerado como dos principais componentes associados ao ganho de peso/obesidade. O argumento é o de que o desequilíbrio funcional entre as bactérias que povoam as diversas partes de seu intestino, podem exacerbar um estado pró-inflamatório que desencadeia respostas imunes, que prejudicam seu metabolismo e atividade hormonal. É como se você ao invés de absorver adequadamente os nutrientes, a comida ficasse fermentando por muito tempo e consequentemente desencadearia processos inflamatórios. Como é o caso da doença inflamatória intestinal, que diz respeito a um grupo de condições inflamatórias do cólon e intestino delgado, cujas mais conhecidas são a doença de Crohn e colite ulcerosa.

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Uma das bactérias que causam esse efeito danoso é a do grupo “Clostridium difficile”. O consumo de probióticos não tem se mostrado efetivo, em alguns casos para o equilíbrio da microbiota. Por conta disso, o transplante de microbiota fecal, em que o “cocô” de pessoas saudáveis é coletado, centrifugado e processado, de uma forma que pode ser inoculado via transfusão, tem mostrado 90% de sucesso para o tratamento desse tipo de doença.

Sabe-se que a etiologia do ganho de peso/obesidade é multifatorial e complexa (fatores epigenéticos ambientalmente estimulados, disfunção hormonal tanto central quanto periférica, inflamação, entre outros). O que justifica o porquê de ações que visam somente o aumento do gasto energético ( exercício físico e dietas hipoenergéticas), muitas vezes não obterem sucesso. Interessante não?

Marque aquele seu amigo que poderia agregar “cocô”..digo, valor ao debate. Caso ele fique “enfezado” com a indicação, não se preocupe as “fezes”, digo as vezes uma melhora de sua microbiota poderia ajudá-lo.

 

Referência:

Fischer M et al. Fecal Microbiota Transplantation is Safe and Efficacious for Recurrent or Refractory Clostridium difficile Infection in Patients with Inflammatory Bowel Disease. Inflamm Bowel Dis. 2016

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