Como Consumir Açúcar sem Prejudicar A Saúde?

A relação entre o consumir açúcar e desenvolvimento de efeitos deletérios relacionadas com a saúde deve ser interpretada com cautela.

Alguns investigadores têm argumentado que consumir açúcar de forma excessiva está associado ao aumento do risco de obesidade. Além de doenças cardiometabólicas, esteatose hepática não alcoólica, entre outras. É importante frisar que os desfechos mostram-se indiretamente associados ao seu consumo. A maior justificativa é sobre a disfunção hormonal tanto central quanto periférica. E principalmente aumento da massa adiposa, essa última apontada como causa direta.

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Contudo sabe-se que um dos principais sintomas relacionados ao seu consumo é a capacidade viciante dos açúcares. Por atuar nas respostas centrais, cujas vias sinalizatórias perpassam vias serotoninérgicas e dopaminérgicas que coordenam a geração de prazer, a estimulação continua desses caminhos cerebrais ligados a sensação de recompensa podem elevar consideravelmente seu consumo.

Em contrapartida, a redução do paladar, modulação de hormônios gastrointestinais ligados ao apetite, fome e saciedade e necessidade de ativação desses centros de prazer, fazem com que a abdicação de seu consumo seja difícil, o que justificativa o uso de adoçantes como catalizadores do desmame do uso de açúcar e/ou redução de seu consumo. Estas preocupações têm influenciado agências como a Organização Mundial de Saúde, via Nutrition Scientific Comité, a indicar que o consumo de açúcar não exceda 5% da energia total consumida.

Caso seja mantida essa recomendação, o consumo dessa quantidade de açúcar não parece ser prejudicial a saúde tampouco apresenta correlação com o desenvolvimento de doenças cardiometabólicas, é o que indica a recente meta-análise do European Journal of Nutrition. Ou seja, em uma alimentação saudável e corretamente estratificada por seu nutricionista, a presença do açúcar pode ser perfeitamente contextualizada.

Não existe comida ruim, existe falta de informação, e para supri-lá procure um especialista, neste caso o nutricionista.

Referência:

Rippe JM; Angelopoulos TJ. Sugars, obesity, and cardiovascular disease: results from recent randomized control trials. Eur J Nutr, 2016

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