Proteínas, Aminoácidos e Hipertrofia Muscular

O consumo proteico está diretamente associado ao anabolismo do músculo esquelético. Quando a frequência de síntese de proteína (construção do músculo) é maximizada ou maior do que o catabolismo. O balanço proteico torna-se positivamente anabólico. Caso haja uma oferta insuficiente calórico-proteica dentro de pequenos períodos de tempo (2-3 hrs) ao longo do dia, o catabolismo muscular se sobrepõe ao anabolismo [1]. A capacidade anabólica dos  alimentos proteicos ingeridos, se faz por conta da composição e quantidade de aminoácidos específicos. Das proteínas, as que possuem alto valor biológico (AVB), são as de grandes quantidades de aminoácidos essenciais (AAE), cuja síntese não é realizada pelo nosso organismo. Dos AAE, existem os chamados BCAA (valina, isoleucina e leucina), eles são os principais responsáveis pela ativação das cascatas de reações celulares da via mTOR. Que sinalizam a síntese de proteínas musculares, especialmente a LEUCINA!

Estudos mostram que o consumo de alimentos sólidos ou líquidos (shakes) que contenham aproximadamente entre 6-20g de AAE (Preferencialmente ricas em BCAA) são capazes de POTENCIALIZAR a atividade hipertrófica muscular PRINCIPALMENTE APÓS A musculação[2]. Adicionalmente, o consumo MAIOR que 20-25g de proteínas de AVB, NÃO estão relacionados, segundo os autores, a GANHOS MAIORES DE HIPERTROFIA. 

Principalmente no PÓS-treino. Entretanto, meu amigo Super Sayadin Power Ranger, não ache que somente os suplementos alimentares VÃO ACIONAR ESSAS RESPOSTAS, tenha em mente que esse processo é ININTERRUPTAMENTE DIÁRIO, acionado tanto pela contração muscular quanto agentes nutricionais e hormonais. 

Portanto, valorize as estratégias de treino do educador fisico e as condutas alimentares propostas por seu nutricionista. São elas que vão gerenciar se o “pó” mágico da sua coqueteleira de Adamantium ( Go, go… Wolverine!!) será necessário ou não.

 Referências:

1.Churchward–Venne et al. Nutrition & Metabolism. v.9,n.40, 2012.
2.Phillips SM & Van Loon LJ. Journal of Sports Sciences. v 29, 2011;p.29–38

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