Por que O Treinamento Excêntrico É Diferente?

O treinamento excêntrico, é muito utilizado na musculação como forma de contraste de treinamento. Ou seja, uma forma de variação dos métodos do treino de musculação. Ela consiste em dar ênfase a fase em que na maioria das vezes a amplitude do movimento se torna máxima. 

Muitos atletas e profissionais interpretam de maneira errada alguns benefícios desse tipo de metodologia de treinamento, o que gera algumas falsas aplicações práticas.

O treinamento excêntrico, não é capaz de potencializar a hipertrofia do músculo trabalhado, muitos atletas acreditam que trabalhar mais enfaticamente a musculatura nessa fase, trará maior hipertrofia ao músculo além daquela já proporcionada pela exercício em si. Portanto, aquela máxima de que diminuir o tempo de contração nessa fase não irá trazer maior hipertrofia.

Em se tratando de ganhos de força, aí sim. Pois essa é a fase em que o impulso nervoso é oriundo do sistema nervoso central é atenuado para junção neuromuscular, fazendo com que os estímulos de tração da musculatura ativa, seja recrutada de forma a frenar o movimento, o que impele ao movimento excêntrico maior capacidade de FORÇA. Ou seja, esse tipo de treinamento é excelente para potencializar ganhos de FORÇA, que indiretamente e cronicamente podem sim contribuir para uma maior excitabilidade e contabilidade da musculatura ativa e DESSA MANEIRA estimular maior estresse mecânico na celular muscular e através DESSA VIA servir como alavancador dos estímulos celulares ativadores da hipertrofia muscular (lembre-se que existem outros pilares para o desenvolvimento da hipertrofia.

Isso é o que justifica a adoção desse tipo de treinamento para pessoas que precisam aumentar a força num curto espaço de tempo (Como em pessoas que farão o teste físico de concursos públicos), ou que atingiram um platô na progressão dos ganhos musculares ou que precisam estimular um membro inibido por um processo de desuso (como em casos de reabilitação traumática) ou aqueles indivíduos paraplégicos que precisam de força em membro superior para fazer a transição da ceira de rodas ou pra “tocar” a cadeira de rodas e transpor obstáculos e até mesmo como um dos mesociclos de periodização do treinamento de musculação.

Exija profissionalismo, orientação e atualização do seu personal trainer, afinal com saúde não se brinca.

Referências:

Butterfield, T. A. (2010). Eccentric exercise in vivo: strain-induced muscle damage and adaptation in a stable system. Exercise & Sport Sciences Reviews, 38(2), 51-60.
Friedmann-Bette, B., Bauer, T., Kinscherf, R., Vorwald, S., Klute, K., Bischoff, D., & Bärtsch, P. (2010). Effects of strength training with eccentric overload on muscle adaptation in male athletes.European Journal of Applied Physiology, 108(4), 821-836

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *