Seu Músculo Sabe Contar o Número de Repetições?

Na musculação é comum encontrarmos protocolos de treino com números diferentes de séries e repetições. O objetivo dessas condutas é determinar o quanto a musculatura será exercitada no intuito de gerar hipertrofia muscular, ou seja, massa muscular. Mas muitos acreditam que o número de série ou repetições será o determinante para a geração de hipertrofia!

Não! O que determinará o grau de estímulo da musculatura será o estresse metabólico gerado pela contração muscular. Ou seja, é o quanto a sua musculatura ficará sobre o estresse fisiológico (comportamento natural que gera boas adaptações regenerativas) de contração muscular.

Portanto, entenda que seu músculo nunca saberá contar quantas repetições ele terá que fazer! Mas qual é o número ideal de séries ou repetições? Não existe um numero ideal! Embora a ciência do exercício (muito incrível por sinal) sugira diversas maneiras (treinos) pelas quais você pode desencadear um bom estresse na musculatura ativada pelos exercícios de musculação, tudo se resumirá ao grau de estímulo (estresse) que você gerará.

Você pode levar seu músculo a fadiga com maiores números de repetições ou menores números de repetições, com maior quantidade de carga ou menor quantidade de carga. Tudo se resumirá ao estímulo.

Uma excelente estratégia, é encurtar o tempo de intervalo entre as séries (30seg, p. ex). E não pensar em manter o número de repetições da primeira série, por exemplo. Mas quando irei saber se a musculatura está praticamente fadigada? Uma bom parâmetro é manter um baixo tempo de intervalo entre as séries e tentar realizar o número de repetições da última série (o max que conseguir sem “travar”) até um valor que seja metade das repetições que iniciou a 1° série. Ex: 1°SET: 16 repts; 2°SET: 13; 3°SET:10; 4° SET: 8repts. Acha complicado? Seu personal não! Invista nele!

Referência:

Paes, ST. EFEITOS DO CONSUMO PROTÉICO SOBRE A HIPERTROFIA OCASIONADA PELO TREINAMENTO RESISTIDO: UMA VISÃO ATUAL. Rev. Bras. Nutr. Esport. v. 10. n. 55. p.11-23

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