A Influência do Cortisol na Hipertrofia

Cortisol é um hormônio catabólico produzido pela glândula supra renal estimulado principalmente em resposta a um dado estímulo estressor. Como fome, privação de sono, supressão alimentar, atividade laboral ou mental excessiva, etc. A função primária desse hormônio é aumentar a quantidade de glicose sanguínea. Além de suprimir a resposta imune e mediar o metabolismo de macronutrientes. O nível de treinamento físico ou a prática habitual de um dado tipo de exercício físico melhora a eficiência fisiológica da ação do cortisol no órgão alvo: tecido adiposo, fígado, músculo esquelético e etc. Aumentado a capacidade metabólica ou a velocidade de ativação enzimática da forma inativa para a ativa.

No esporte, ele é um bom marcador para avaliar o excesso de treinamento, estado chamado de overtraining. Além disso, altas concentrações séricas em jejum podem estimar o estado da taxa catabólica global em que um organismo está submetido. Por outro lado as taxas de testosterona podem estimar o um estado global anabólico.

Contudo, estudos apontam que indivíduos que apresentam estados hipercortisólicos de jejum frequentes, limitam a capacidade anabólica hipertrófica. Por atenuar a ação de hormônios como testosterona, IGF1 e insulina. Assim suprimindo portanto os ganhos de massa muscular da musculação por exemplo. Diante dessa situação, estratégias desencadeadoras de um estado pró-anabólico que compense a alta taxa de cortisol devem ser realizadas. Como a manipulação dietética, aumento das horas de sono, modulação hormonal exógena, melhora do descanso. E também, no âmbito do treinamento, remodelamento das cargas de treino da musculação. Sabendo disso, o professor de educação física pode prescrever um treino cujo estímulo estressor seja “moderadamente” capaz de proporcionar estímulos hipertróficos musculares, sem contudo potencializar um estado catabólico previamente estimulado pelo cortisol aumentado de jejum.

Um profissional diferenciado leva em consideração os resultados do exame de sangue de seu aluno e traça/monitora as cargas de treino e repouso da musculação, bem como avalia a constantemente a morfologia corporal do aluno, para avaliar se o exercício físico está potencializando o estado catabólico ou permitindo que o cliente consiga mesmo sob estas condições atenuar o catabolismo, e dessa maneira atinja ganhos hipertróficos! Pense nisso na hora de escolher seu profissional.

Referência:

Henning PC et al. Physiological Decrements During Sustained Military Operational Stress. MILITARY MEDICINE, 176, 9:991, 2011

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