Por Que o HIIT Pode não Ser o Ideal para Pessoas Pouco Ativas?

O treinamento intervalado de alta intensidade pode ser utilizado como estratégia de treino, para pessoas com maior experiência na prática de exercícios e que prefiram ficar menos tempo na academia. Contudo, uma das advertências para o uso dessa metodologia é a possibilidade de redução da aderência a longo prazo por parte de sedentários ou insuficientemente ativos.

Como já escrito num post anterior. Outro aspecto que vale ressalva, é o de que mais da metade da população mundial é sedentária!

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Diante dessa justificativa um recente estudo publicado na Plos One, avaliou o sentimento de prazer dos praticantes tendo como base o número de tiros (sprints) e o nível de atividade física ( pessoas ativas versus insuficientemente ativas) dos praticantes, na realização de HIIT (10 X 60seg a 90% da Velocidade máxima alcançada na esteira) intercalados com recuperação ativa de 30% dessa velocidade. A avaliação afetiva ( o quão prazeroso foi a atividade) foi mensurada através de um questionário. Os resultados mostraram que tanto as pessoas mais ativas quanto as insuficientemente ativas relataram sentimento de prazer positivo entre o 3 e 4 tiro.

Ou seja, de 3 a 4 tiros de HIIT os pouco ativos “estavam gostando” da prática. A partir do 5°, a atividade começou a ser não-prazerosa para os insuficientemente ativos. Apesar dos benefícios, a adoção dessa estratégia, talvez nos períodos iniciais de treinamento, pode ser um redutor da aderência a prática regular de exercícios (principal mediador das respostas transcricionais e duradouras benéficas da atividade física). Portanto, a você personal trainer eu deixo minha reflexão, enxergue o aluno em sua pluralidade, não pense em inserir o exercício “milagroso” sem antes contextualizar as diversas peculiaridades de um pessoa, na verdade isso seria o ideal para vida como um todo não? Enxergar a igualdade dentro das diferenças!

Referência:

Frazão DT et al. Feeling of Pleasure to High-Intensity Interval Exercise Is Dependent of the Number of Work Bouts and Physical Activity Status. Plos One, 2016.

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