Lipoaspiração Melhora o Metabolismo?

A lipoaspiração é uma estratégia utilizada por pessoas que desejam reduzir a quantidade de gordura localizada.

Não entrando no mérito da questão estética, visto que esse é um componente associado a auto-estima/qualidade de vida (quando não exacerbado! Ouviu blogueira?!), a utilização desse recurso não é capaz de melhorar as respostas metabólicas, inflamatórias ou hormonais das pessoas que a fazem. Isso porque não reflete do ponto de vista biológico, um manejo suficientemente capaz de melhorar o comportamento fisiológico dos sistemas.

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Lipoaspiração e metabolismo:

Embora a perda de peso/modificação crônica da composição corporal (principalmente associada a alimentação e prática regular de exercícios físicos) seja comprovadamente capaz de melhorar anormalidades metabólicas, a lipoaspiração não é! O ganho de peso/obesidade está associado um estado inflamatório crônico de baixo grau. A interação entre a liberação de citocinas inflamatórias (TNF-alfa, IL-1, IL-6) pelo adipócito e o desencadeamento de respostas imunitárias (macrófagos, neutrófilos, mastócitos, células B, células T) para combatê-las é um dos principais fatores que modulam o grau de estresse oxidativo (Mieloperoxidase, elastase, glutationa) das células, resistência a ação de hormônios e disfunção nervosa autonômica ( simpática e parassimpática), responsáveis pelo desenvolvimento de doenças cardiometabólicas.

Além disso, inatividade física e sedentarismo (justificativas para se fazer lipoaspiração) são fatores maximizadores desse desequilíbrio. Ademais, dieta e o exercício diário moderado/intenso são capazes de promover/restaurar a função imune e reduzir a inflamação, devido a redução da massa de gordura visceral e diminuição da secreção de adipocinas pró-inflamatórias. Além disso, a contração muscular é capaz de liberar miocinas anti-inflamatórias, que aumentam a magnitude dos efeitos anti-inflamatórios. Aí eu pergunto? Estilo de vida saudável ou lipo?

Referência:

Apostolopoulos V et al. The complex immunological and inflammatory network of adipose tissue in obesity. Mol Nutr Food Res. 2016 Jan;60(1):43-57.

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