Dieta Não Emagrece

A busca pela perda de peso é um fator importante contra a obesidade; Estar acima do peso ideal é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiometabólicas. Contudo o processo é dificultoso. Apenas 1 em cada 100 pessoas obterão sucesso na redução sustentada do peso corporal e consequente MANUTENÇÃO de valores normais. Viver em dieta, segundo especialistas, ironicamente já é apontado como preditor para o ganho de peso. Além disso, essa constante luta contra a balança e as indas e vindas das dietas, estão relacionadas ao desenvolvimento de compulsão alimentar.

No artigo intitulado “ Dietas não são a resposta” , Mann e colaboradores, avaliaram 31 estudos que acompanharam a longo prazo, indivíduos que realizaram dietas restritivas para perda de peso (você tem ideia do que são 31 estudos que analisaram o efeito de dietas para emagrecimento?). 

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Continuando, a conclusão foi a de que fazer dieta é um fator de risco para se ganhar peso. Os resultados dos estudos apontaram que 2/3 das pessoas que fizeram dietas, ao longo dos períodos subsequentes a dieta, “reganharam” (recuperaram tudo que perderam), e o pior, aumentaram ainda mais peso que apresentavam quando em dieta. O chamado efeito “ioiô” ou sanfona está fortemente associado com aumento da incidência de problemas cardíacos e metabólicos.

Mas, diante desse panorama, qual seria então o segredo para se perder peso a partir da alimentação? O comportamento frente aos hábitos alimentares. Estes que ao longo da vida são culturalmente e socialmente modulados por aniversários, reuniões de família, celebrações, encontros profissionais, manifestações religiosas, “happy hours”, praticidade de processamento, falta de tempo, enfim… A longo prazo, ficamos susceptíveis a alterações no paladar, responsividade hormonal e programação do funcionamento de nosso metabolismo, a partir de condições que rotineiramente incorporamos em nossas vidas.

Dessa maneira, acredita-se que um plano alimentar, realizado pelo nutricionista, visando a perda de peso, não será efetivo se o profissional se atentar somente a adequação dos nutrientes sem ao menos tentar de alguma forma intervir na mudança do comportamento alimentar e o que a comida representa em sua vida.

Referência:

Mann T, Tomiyama AJ, Westling E, Lew AM, Samuels B, Chatman J. Medicare’s search for effective obesity treatments: diets are not the answer. Am Psychol. 2007;62:220-233

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